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Todos os meses trazemos novidades, mas no mês de Março trazemos quatro vezes mais. Os Intocáveis foram escolhidos como Artista do Mês, fica a saber mais sobre eles no teu Mais Kizomba!

Os Intocáveis são uma banda criada em 2011 no Algarve, na cidade de Portimão, constituída por quatro elementos, António Raimundo (Tony Boy) e Nilvan Chissumba (Netscreen), ambos de origem moçambicana e Carlos Alfredo (Kappalifha) e Donay Neto (MonkeyBonne), de origem angolana. E o porquê destes nomes artísticos? Perguntam vocês e nós tiramos a curiosidade: Tony Boy vem do nome próprio, António, que o cantor adotou até hoje, após os amigos começarem a tratá-lo dessa forma; já o Netscreen escolheu o próprio nome, durante a altura em que fazia freestyle na escola; Kappalifha provém dos anteriores nomes Putt Kappa ou Lil Kappa, que mais tarde decidiu mudar para o nome atual, por considerar ser mais adequado; MonkeyBonne porque no basquetebol saltava muito alto e tinha uma estrutura magra, daí o nome ‘osso de macaco’.

Os quatro elementos têm vários pontos de ligação no seu percurso, mas vale a pena mencionar a história de cada um. Tony Boy nasceu em 1992 em Maputo, Moçambique, onde passou a sua infância e teve o primeiro contato com a música, através de amigos que cantavam. Foi convidado a cantar no estúdio de um amigo, com o objetivo de gravar uma música, algo que começou como brincadeira, uma vez que desconhecia esse talento. “Não estava a levar a sério porque eu era um no meio de muitos”, conta. O fato é que surpreendeu e a faixa começou por passar na rádio. Em 2010 vem para Portugal com o objetivo de estudar, acabando por permanecer no país. Netcreen, nascido em 1992 em Moçambique, já na escola fazia as suas próprias rimas, formando um grupo com um amigo da altura, com o qual fez uma primeira gravação muito precária. Em 2007, surge a oportunidade de fazer uma gravação em estúdio, um primeiro trabalho que alcançou as rádios do país com muita adesão. Veio para Portugal com 17 anos com o objetivo de estudar, trabalhar e voltar para África, algo que não chegou a acontecer devido à formação do grupo.

Kappalifha nasceu em 1992 em Luanda, Angola. Em 1999 vem pela primeira vez para Portugal, vivendo no Barreiro, depois Odivelas, até voltar em 2004 para o país de origem. “Onde houver barulho eu estou lá”, diz o cantor, que desde cedo via músicas na televisão e cantava como se fossem suas, fã convicto de Michael Jackson. Teve contato com o kuduro no regresso a Angola, gravando algumas faixas em estúdio, na altura com produção de Dj Cherif e Dj Piloso, mas rapidamente percebeu que o estilo não tinha consistência em Portugal. De volta ao país, estagiou na rádio da escola onde cantava, fazia publicidades e aberturas de shows mas, apesar de fazer aquilo que gostava, sentia que precisava de um grupo para conseguir criar algo que as pessoas aceitassem. Também angolano, MonkeyBonne nasce em 1992 no Lobito, Angola, tendo vindo primeiramente a Portugal em 1999 para passar férias com a família, voltando no ano seguinte de forma definitiva. Foi cá que passou a sua infância e se interessou por música, depois de ouvir artistas como Sam The Kid, Valete, Dji Tafinha, Boss AC e canais de música como MTV ou MCM. “Comecei a escrever as minhas primeiras rimas, mas só para mim, não mostrava a ninguém”, explica. Através do Kappalifha, que já cantava, gravou a primeira música em estúdio e, desde aí, nunca mais parou de cantar.

O grupo, formado então em 2011, ficou a conhecer-se através do clube de basquetebol ACD Ferragudo, onde os quatro jogaram e tinham a paixão por este desporto em comum. Inicialmente, era formado por Netscreen e Tony Boy, que se intitulavam como Lucifer Team, juntando-se a eles Kappalifha e MonkeyBonne, que já faziam parte do grupo de amigos. Já como Intocáveis, as condições eram poucas ou quase nenhumas para pôr em prática os projetos que tinham em mente, e as primeiras captações foram feitas no estúdio de um amigo em Portimão que, na altura, era o que apresentava mais condições. É em 2012 que surge a primeira música intitulada “Cá em Portimão”, ainda com a participação de um quinto membro, o cantor G-Snake, que acaba por deixar o grupo por motivos pessoais. A música, que seria para o quinto membro, acabou por se tornar na primeira faixa e vídeo d’Os Intocáveis que, como refere Netscreen “foi uma brincadeira que caiu na graça do público”, apesar de muitos terem criticado inicialmente o projeto.

Fizeram duas mixtapes, gravavam em casa uns dos outros e começaram por fazer pequenos concertos, onde incluíam alguns trabalhos a solo como “Baby És Só Tu”, “Baby Não Vai Embora” ou “Mulher” de Kappalifha, que já se encontrava no mundo da música há mais tempo que os restantes. Assim, foram juntando dinheiro para comprar a primeira mesa de mistura e o primeiro microfone, embora este processo não tenha sido fácil para os quatro. «Como nós, há milhares de jovens em Portugal com as mesmas dificuldades. Quando começámos, nem sequer queríamos fazer kizomba, simplesmente nos encaixamos nesse género, mas as maiores dificuldades foi a falta de respeito e de oportunidades», conta o grupo, que critica a forma como muitas vezes foram tratados. «Se não nos recebem bem, também vamos para o palco com uma postura diferente, não vamos alegres, vamos fazer o nosso trabalho, mas não é o mesmo», explica Tony Boy, que dá o exemplo de um concerto no Coliseu dos Recreios, onde partilharam palco com Anselmo Ralph, entre outros.

O álbum “De Fa(c)to” surge numa altura em que Os Intocáveis precisavam de algo físico para mostrar o seu trabalho, pois durante muito tempo davam concertos apenas com alguns singles de grupo e a solo, incluindo o hit “Não Balança”, que conta atualmente com um milhão de visualizações. «Tivemos muitas dificuldades, porque o álbum foi todo financiado por nós, pagámos videoclipes, músicas, marketing, catorze faixas com o nosso suor, com ou sem agente conseguimos», afirma MonkeyBonne. Desta forma, sai em 2015 o primeiro álbum da banda, que dá voz a sucessos como “Confundir”, “Feitiço”, “Não Provoca”, “Quem Tu És”, “Desequilibra” ou “Bixo Pega”, fora os já conhecidos "Inventei o Mundo", “Fica Longe de Mim” ou “Ta Mbora Bom”.

Hoje em dia, com muito mais condições e reconhecimento, o grupo afirma que o seu trabalho tem sido muito bem recebido, apesar de ainda não terem sentido o peso da fama. «O mundo da música é muito injusto, agora estamos aqui, amanhã estarão outros», explicam Os Intocáveis, que têm como objetivo levar a sua música o mais longe possível, incluindo aos seus países de origem. Antes de entrar em palco, agradecem sempre a Deus e acreditam que, para um concerto ser bom, basta a casa cheia e o público a cantar as suas músicas. «Já chegámos a sítios e vemos fãs de 40 anos a curtir a nossa música, já vieram pessoas de muito longe que fizeram muitos km só para nos ver, rapazes a cantar as músicas…», vão contado.

Nomeados recentemente para a categoria de Artista Revelação do Ano 2015 nos Kizomba Music Awards, os Intocáveis afirmam que não se inspiram em mais ninguém senão neles próprios, para fazer o melhor possível. Lançaram há dias o videoclip de “Feitiço”, com a participação de G-Amado, produtor da banda, mas prometem trazer mais novidades em breve. Dizem não querer atuar sempre em discotecas, mas em grandes palcos, ao lado de pessoas que admiram, como Dji Tafinha, Anselmo Ralph, Matias Damásio, Paulo Flores, Bonga, Sam the Kid, Hernâni, Força Suprema, Jey V, Valete, ou mesmo Seu Jorge, Ana Carolina e Martinho da Vila. Depois de correrem o país de cima a baixo, e de vários concertos no estrangeiro, esperam agora poder crescer e ganhar o estatuto que todos os artistas idealizam, ao estilo ‘intocável’.

  • Nome Artístico: Tony Boy, Netscreen, Kappalifha, MonkeyBonne
  • Nome Real: António, Nilvan, Alfredo, Donay
  • Data de Nascimento: 14-11-1992, 15-03-1992, 22-09-1992, 12-03-1992
  • Naturalidade: Angola e Moçambique
  • Residência: Portimão
  • Géneros Musicais: Rap, Hip-Hop, Kizomba
  • Influências: Dji Tafinha, Força Suprema, Artistas Moçambicanos, Tupac, Notorious, Anselmo Ralph, entre outros

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    Uma música sua: Confundir, Não Balança, Não Provoca, Arrependimento
  • Comida preferida: Funge, Mufete (Kappa) Salmão com Legumes Salteados (Net Screen) Funge, Cachupa, Pirão (Monkey) Carne Sul-Africana, Grelhados, Matapa (Tony)
  • Página Facebook: https://www.facebook.com/IntocaveisGrupo
  • Mensagem para os fãs: Agradecemos a todos os fãs, continuem a apoiar e a mandar mensagens pois sem vocês nada seria possível. A nossa vida mudou muito por saber que há pessoas que nos tomam por exemplo e acreditam no nosso grupo. Estamos a trabalhar em coisas novas, sempre para vos surpreender e agradar. Obrigado Família Intocável

osintocaveis

 
 
 
 
 

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